Sempre
que me pego diante de dificuldades ou problemas com fornecedores penso
no trabalho em equipe e nos resultados que podem gerar ou acarretar ao
cliente. Passei por isto dia desses quando fui cobrado por um serviço
que não havia solicitado.
Liguei
para a empresa e perguntei do que se tratava. Fui informado de que a
cobrança se devia a um cartão. Então eu disse à atendente que
desconhecia o serviço. A resposta que obtive foi aquela que todos temem
nos atendimentos: "Estarei transferindo sua ligação para o setor
responsável", disse ela.
Foram
três tentativas. Em todas passei pela mesma situação: tive que ligar
novamente, repetir meus dados e ouvir no final a frase "estarei
transferindo...".
Até
aí nenhuma novidade, pois já nos acostumamos com o serviço inadequado,
despersonalizado, indelicado, indiferente e de pouca solução que
recebemos de boa parte de diversos prestadores. Porém, na terceira
ligação ocorreu um fato novo que, ao menos para mim, chamou a atenção.
Ao
me dizer que a ligação seria transferida, informei que era a terceira
tentativa e que nas outras duas a ligação havia caído. Perguntei se isso
iria acontecer de novo. Então veio a resposta: "Tomara que não".
Então
externei minha opinião. "Nós como clientes ficamos extremamente felizes
pela sua torcida, porém o que mais você pode fazer?".
A
resposta foi para mim como uma sentença de que realmente o cliente não
importa: "Nada, senhor. Eu sou responsável pelo meu atendimento e não
posso responder pelos outros".
Perguntei
se era o melhor que ela podia fazer e ela disse: "Sim. Já passei as
informações e é o que posso fazer. Só me resta transferir. Vou torcer
para que a ligação não caia. Aproveito para informar que, SE alguém
atender, seus dados serão solicitados novamente".
Uma
"felicidade extrema" (sic) invadiu-me. Pensei com os meus botões que
tipo de chefe deve ter uma atendente como esta e que tipo de informações
e influências deve receber.
Descomprometimento,
irresponsabilidade, falta de postura, desinformação, desrespeito com o
cliente e, principalmente, falta de alguém que possa orientar a condução
de um serviço de qualidade.
Este
tipo de atendimento é resultado de uma liderança inadequada e
definitivamente ultrapassada - ou inexistente - que hoje se denomina
chefia.
O oposto disto é o Líder. James Hunter autor do livro sobre liderança chamado O Monge e O Executivo
define, resumidamente, liderança como "a habilidade de influenciar
pessoas para trabalharem visando atingir aos objetivos identificados
como sendo para o bem comum".
Essa
frase, quando encarada como uma missão que todo líder deve ter, é
refletida diretamente nas ações dos colaboradores da empresa, na
construção de pensamento de uma equipe e na possibilidade de resultados
extraordinários.
Atualmente
não é necessária nenhuma grande investigação ou pesquisa para sabermos
que tipo de chefe deve ter uma atendente como a que citei anteriormente.
Os
"chefes" são aqueles que ainda se atêm ao seu próprio umbigo, à
centralização de informações e à falta de distribuição de
responsabilidades.
Para
estes profissionais, as pessoas são apenas cumpridoras de tarefas, já
para os líderes, as pessoas com as quais ele trabalha são responsáveis
pelos resultados que todos almejam. Enfim, o grande diferencial dos
líderes está em identificar e libertar o talento das pessoas e não em
apenas obter conquistas pessoais. Seu papel se complementa com a busca
pelo desempenho responsável e com o comprometimento de todos os que
compõem a equipe.
O chefe se importa, na maior parte do tempo, com questiúnculas ou evolução pessoal. O líder pensa em equipe.
Pensar
como chefe, de forma individual, resulta em tragédia, em funcionários
descomprometidos, em mau atendimento e em clientes insatisfeitos. Pensar
como líder, em equipe, resulta em resultados extraordinários.
Sindicação